quarta-feira, 9 de novembro de 2011

313

Quando escrevo o dia de amanhã prefiro escrever o meu sonho ao nada escrever onde quer que eu não sonhe o acaso sonhará por mim e eu viverei ao acaso.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

311

Lê e não tentes entender o que escrevo.
Lê só pelo sentido de compreender as palavras.
Não me perguntes nada.

domingo, 6 de novembro de 2011

310

Dói muito mais do que sou capaz de expressar. Os meus demónios riem-se de mim como mil violinos, os medos perfumam me o corpo. A armadura pesa, o elmo comprime-me as ideias. Pode doer, mas pelo menos estou armada.

sábado, 5 de novembro de 2011

309

A noite oferece-nos o manto negro, para nos vestir de sonhos quando despimos os pesadelos, estranhos sapatos que calçamos horas a fio, tece estrelas em redor dos nossos pés. Eu apanho do ar a tua solidão e rasgo-a, suponho que lhe possa dar nós e mais nós, trouxe comigo as minhas mãos, sim, enrola-se e nunca mais se há-de desenrolar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

308

Sim mas,

quando a mentira é repetida ao infinito, ao ponto de se tornar uma verdade,

o sentido de liberdade é pouco.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

307

Fiz da tua pele páginas de papel onde escrevo as palavras que se perdem nos silêncios marcados pelo ponteiro do relógio. Tic-tac sem parar. Sem controlo, sem imposição, sem forma de fazer voltar atrás. As palavras tatuadas nas tuas costas, nos teus braços ardem de paixão. A dor da escrita é só uma pequena comichão acalmada pelo rasurar da caneta no papel.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

305

Não sou nada. Absolutamente nada. Nada resta de mim e não sirvo de nada. Vivo a vida itermitente como uma lâmpada preste a fundir. Não sei onde é que fica o meu estado de ebolição, não me deixam ferver. Preso pela garganta nas palavras que não consigo gritar.