Sussuras-me ao ouvido a infinidade do que és. Tentas convencer o mundo e a ti, que o percurso que caminhas é o percurso destinado por uma natureza maior, mais complexa que nós. Agarras-te à humanidade, ao corpo, à carne, ao sangue, para encontrares uma justificação que seja tanto para ti, como para os outros, natural e válida. Buscas uma verdade sem entender que toda a verdade é uma mentira. Nada é natural, tudo se constrói.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
295
Nascemos todos os dias para aquilo que nos rodeia. Uma planta que hoje está ali e ontem não estava. Uma pequena mutação diária do nosso corpo. Barba, cabelos e pelos que crescem, pele que morre. Todos os dias uma pequena mudança, todos os dias um pequeno verso. Poesia do dia-a-dia em modo contínuo. Música que não pára de soar nas cabeças. Vontade muita vontade de enterrar mais um dia e ver o que o amanhã traz nas gotas de orvalho para me refrescar.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
293
Quando a voz morrer, as palavras não forem mais escritas e o que sobre de mim se tornar em pó, essa poeira espalhada pelos ares fará as viagens que o corpo não chegou a fazer. Sobre o silêncio que não tem fim haverá as palavras entre nós, as proferidas e as não ditas. Sobre a história haverá estórias que um velho contará e que uma criança repetirá mais tarde. Sobre nós e sobre aquilo somos e fazemos dirás a verdade: conheci-te. Uma sensação de alegria e prazer de quem soube dizer ao mundo - eu estive aqui!
Subscrever:
Mensagens (Atom)