sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
40
Gosto quando estás em casa. Quando te sentas sobre ele e fazes vibrar aromas em nosso redor. O vibrar da Lavanda e da Faia, dos Mirtílios e da Doce-lima. O retorno à minha infância afinado ao cheiro de Rebuçados. Gosto, quando fazes do silêncio da tua noite e da minha vida, o vibrar do cheiro do Bosque e da Brisa do Rio. Nesse momento, que partilhamos a nossa incapacidade de compreendermos o mesmo acto, eu ouço o que tu és incapaz de cheirar mas que é a mais bela melodia olente que tu crias, quando estás em casa.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
39
Cada gota de chuva é um pedaço de tempo que passa pelo meu corpo. Deixo-me molhar e gosto de sentir o frio das gotas a escorrerem no meu rosto. Sabem bem essas linhas de água que riscam formas em mim. Perco-te na multidão de gotículas, resta-me apenas uma sombra de ti e quando tento chamar-te a voz não chega para passar por esse tempo entre nós.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
37
Pára e olha à tua volta
Quem vês?
Ninguém…
Impossível
Pára outra vez
Esta bem mas não prometo nada!
O que ouves?
Nada…
Impossível
Só mais uma vez?
Está bem.
Pára!
Já estou parado, ainda não me mexi.
O que sentes?
Nada…!
Impossível! Nem uma pequena revolta?
Nem uma vontade de gritar?
Nem uma vontade de fugir?
Não sinto nada, já te disse. Estou parado, deve ser por isso.
Então mexe-te. Ordeno-te que te mexas!
Não consigo…!!!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
34
Conheço uma rapariga. Ela não é bem uma rapariga, porque os seus olhos não são botões, nem os seus lábios um fino traço de linha corrida. Mas ela também não é uma boneca, porque os seus cabelos não são cor-de-lã e o coração não são retalhos de velhas mantas que um dia usou para se aquecer. Talvez eu não conheça essa rapariga, mas conheço a casa com que casariam os botões dos seus olhos se ela os tivesse.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
33
O teu corpo é sal que me corrói lentamente e que me atrai no pecado dos sabores. És como uma onda da frente da maré sempre pronta a irromper pela praia dentro. Vai e vem. Uma agitação sem controlo, uma dor profunda sem remorsos. O teu corpo é sal e eu sou terra. Gostava de saber melhor como te guardar e conservar-me.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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