sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
119
Desenho num papel o inicio de uma linha que se estende até aos teus braços. Escrevo palavras que preenchem o teu coração. Palavras, palavras, palavras sussurradas em tons de vento. Mergulho nos teus olhos à procura de um silêncio que me acolha, de um abraço que me acalme para que quando tudo estiver para acabar as palavras não tenham sido perdidas, em vão.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
116
De alguma forma nunca foste bem aquilo para a qual tinhas sido esculpida. De alguma forma a tua forma era diferente e o teu coração batia mais depressa que os outros corações. De alguma forma passavas os teus dias na busca dessa forma, que nem tu nem ninguém, sabia ao certo que forma tinha. E de alguma forma te sentias presa nas rectas, nas curvas das linhas que formavam o que eras. Um corpo. Um corpo perceptível em formas mas sem forma visível. De alguma forma tomaste em ti essa disformidade interior, e agora és a forma invisível para a qual foste esculpida.
A "Ginja"
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
113
Sei de um beijo, de um abraço, às vezes só de um carinho. Sei de um olhar e de um cheiro. Sei das vozes que ecoam nas paredes de pedra que me rodeiam. Já não grito mas também já não respiro. Estou, sou e sei que este mundo não é o meu.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
111
O nosso coração dava um livro. Tocar recortes multidimensionais da tua pele como quem sente o sabor das páginas enquanto uma suave brisa nos percorre as emoções. A alegria de abrir um livro pela primeira vez e sentir o cheiro das tintas. Ver-te dia após dia e sentir o cheiro dos teus cabelos, do teu corpo enquanto te a.........fastas deixando para trás uma só
palavra.
Saudade de ti acalmada pelo traço da caneta sobre o papel.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
109
Suspiro. Respiro, flores do meu desejo. Corpos afastados pela largura do tempo, o teu rosto em todos os olhares. Ansiedade e vontade. Saber que não vais chegar mas continuar a esperar-te. Vivem-se assim o dias que passam ao sabor do vento. Esquece o beijo e traz-me só a cor dos teus olhos e um pouco de calor contido num abraço.
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