segunda-feira, 23 de maio de 2011

143


Há um pé que vem sempre atrás do outro - são passadas. Em sucessão e bem seguidas e definidas é o que se chama de andar. Para a frente e para trás, para a esquerda e para a direita. Bem orientado com ritmos e bem acompanhados chama-se dançar. Começa-se o mundo assim...

sábado, 21 de maio de 2011

141

É uma cidade de ilusão, de fabricantes de ilusão, do teatro, do cinema, da história. Ao mesmo tempo é uma cidade nostálgica, construída sobre diversas camadas de mito e realidade. É uma cidade corrompida mas sempre, sempre, eterna, com várias vidas e várias mortes. Esta cidade é portanto tudo menos uma sinfonia. É muito mais que um verdadeiro quadro fílmico onde podemos encontrar sobrepostos mito e realidade, sonho e pesadelo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

139


Quando amanhã te perguntarem por nós responde que estamos em todo lado. Quando te perguntarem o que nos separa, responde que são apenas poucos metros geográficos. Onde o teu coração estiver, estarei lá. Onde a tua voz gritar liberdade, os meus ouvidos escutarão combate. No fim quando os nossos olhos se cruzarem e as nossas mãos se encontrarem seremos apenas seres no caminho da felicidade.

terça-feira, 17 de maio de 2011

137


Arrisca as ruas em riscos coloridos. Não sabes o quanto me faltas, não sabes quanta distância nos separa. Risca a tua presença em linhas cinzentas. Fazes contornos no meu coração que deixas por colorir. Arrisca-me que eu traço-te na minha pele. O amor é como o rasto de um avião a rasgar o céu. Deixa o corpo estremecer, deixa que o desejo se liberte. Que as lágrimas descansem o seu sal na ponta dos meus dedos enquanto os lábios se adoçam. Pelas ruas as sombras terão a coragem de encontrar o que os corpos se impedem de fazer e em todos os cantos as palavras vão começar todas pela letra liberdade.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

133


Cada corpo tem harmonia, cada corpo tem imperfeição. Gosto das desarmonias, dos desafios de te encontrar onde não te sei procurar. É mais que beleza, é mais que paixão. Há dias em que o teu nome é o nome da minha rua e que o meu corpo se esquece na soleira de uma porta à tua espera. Há quem acredite em milagres, há quem acredite na hora certa do carteiro que passa. Hoje olho à volta e a companhia de uma sombra diz-me que sou um homem só.