quinta-feira, 24 de março de 2011

83

O teu corpo é sal que me corrói lentamente e que me atrai no pecado dos sabores. És como uma onda da frente da maré sempre pronta a irromper pela praia dentro. Vai e vem. Uma agitação sem controlo, uma dor profunda sem remorsos. O teu corpo é sal e eu sou terra. Gostava de saber melhor como te guardar e conservar-me.

segunda-feira, 21 de março de 2011

80

Porque entre sonhos e pesadelos, existem sempre imagens que merecem ser descritas, sonhos que merecem ser conservados, afirmações que merecem ser pensadas e segredos que merecem nunca ser revelados.

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

76

Vivemos de contrários semelhantes. De forças inúteis que nos proclamam identidades, baseadas em história. Respondemos numa fina frequência materialista construções sociais de liberdade para pensar o Amor. Mas esse Amor, será sempre uma opção vital e não uma demonstração racional. Absolutizamos o nada e transmutamos todos os valores, sempre, na perene repetição do seu idêntico. Violento e inutil. Amor.

quarta-feira, 16 de março de 2011

75

Para além das palavras, adorava beber dos teus lábios um pouco de amor. Sentir o doce e o amargo do correr dos dias mas saber sempre que estarias pronta para me receber. Um sorriso largado ao acaso que vai tomando conta de mim é já uma gargalhada que me provoca dor de tão intensa que é. As palavras, essas continuam soltas e atrapalhadas correndo entre nós de um lado para o outro até ao dia em que se encontrem.